Não sei por que repentinamente meu coração ficou mergulhado na sombra da tristeza...
É talvez efeito da solidão, respondeu-me a voz da razão.
Eu já estive solitário, mas jamais triste como agora. Olho a noite embalsamada de perfumes primaveris e fico sem compreender a razão do ser dessa melancolia.
Tudo é belo, o pôr do sol, depois o luar cor de prata, a noite transparente e azul... Você está presente em tudo, no luar cintilante que hoje me parece tão triste... No sussurro da brisa que toca levemente os meus cabelos com suas mãos de sonhos... Nas estrelas que piscam silenciosamente no céu... Agora compreendo porque estou triste... Você está em toda parte, mas não está ao meu lado, apesar de estar dentro de mim... Minha alma é fria e meu coração pulsa fortemente inquieto como se estivesse desfalecendo, apagando aos poucos, como todos os sóis de minhas tardes sem você... Morrendo de mansinho como o riacho que se vai... Ficando mudo como a musica termina.
Tudo que nessa vida que passo represento como laço, indiferença a esse fato só me ata mais e mais, tira-me essas cordas emaranhadas, enlouquecidas zelosamente atadas às ilusões dessa vida... A ilusão é um medo... Meu coração dói, a tristeza que chegou e não quer ir embora.
Um frio por entre os meus cabelos, uma tristeza invade os meus olhos, três mil lágrimas acariciam-me a face. São saudades.
Saudades de te ver, saudades de estar contigo, por entre os labirintos do verde...
Eu aprendi a crescer com a tristeza, e o melhor de tudo, é que ela me deixa com os dedos soltos e
Sobre uma vontade de não parar de escrever,
Como se todos os sentimentos saltitassem nas pontas dos dedos pedindo clemência para as palavras...
Mas, o sonho retorna como o som que recomeça como o novo sol de um novo dia...
A esperança volta... E com ela o desejo doido... De ver... De sentir você!